Eureka! Descobri o que era! Arre!

Andava aqui há algumas semanas com uma pequena comichão na parte de dentro da cabeça, perto daquilo que as outras pessoas chamam de cérebro e não havia maneira de descobrir uma forma daquilo passar.

Os primeiro sintomas geraram-se quando vi o líder portista (não, não foi o Pinto da Costa, nem o Bruno Alves, nem sequer o Vitor Baía ou o Macaco, foi mesmo a maior referência tripeira, o Nuno Espírito Santo) naquela famosa conferência de imprensa, a dizer “Somos Porto” com um ar convicto, como se isso lhe garantisse algum selo de qualidade.

Achei a coisa ridículo, até porque a expressão é estranha. Pelo menos para mim fazia muito mais sentido terem dito: “somos tripeiros”, ou “somos andrades”, ou ainda, numa versão mais actualizada “somos corruptos”.

Mas provocações à parte, fez-me impressão porque tinha ideia de já ter ouvido uma expressão semelhante em qualquer lado.

Desde esse dia até hoje, não consegui perceber onde tinha sido. Mas agora (neste preciso momento descontando o tempo de ter escrito estas linhas) percebi.

É da daquela música foleira (a mais fatela música já algum dia editada com referência ao Glorioso) do Paulo Ganzas:

Somos Benfica

Somos paixão

Somos a águia

A voz mais alta de uma nação

Fica o vídeo para recordarem essa música feia!

É que até nisto. Quando os tripeiros querem copiar uma ideia, vão logo buscar as piorzinhas.

Já os vejo daqui a uns anos a venderem títulos da Operação Fígado, ou Operação Próstata.

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