Lavro aqui o meu protesto, em nome e em defesa da equipa que plantou girassóis no túnel do estádio.
O Sporting ontem foi vilipendiado, o que é uma grande vergonha!
Uma equipa de suplentes de jogadores da segunda liga foi a Alvalade e, através de uma clara manipulação do sistema, ia conseguindo ganhar o jogo. Só não ganhou, porque os bravos jogadores leoninos resistiram até ao fim, e não fossem as atitudes do árbitro da partida, poderiam incusivamente (não é gralha, no caso do sporting diz-se “incusivamente”, porque deriva de algo que vem de dentro do cú) ter ganho o jogo, o que era só da mais elementar justiça.
Como toda a gente sabe, ao Sporting desta época foi atribuído o direito a ver um jogador adversário expulso em todos os jogos e ainda o direito a uma grande penalidade a seu favor. Esta medida foi certamente tomada para aumentar a competitividade do campeonato e para que o Sporting não acabasse outra vez a 30 pontos do campeão, o que só despristigiaria ainda mais a turma lagarta.
O problema é que julgando que uma expulsão e um penalty em cada jogo era ajuda suficiente (ai, como se enganaram) os gajos esqueceram-se de determinar em que altura do jogo deveria ocorrer o penalty e a expulsão, deixando essa decisão ao livre arbítrio do árbitro da partida.
Como se tem provado errado esse entendimento!
É que alguns árbitros, sacanas, e que só pensam em lixar o Sporting, optam por deixar os penalties e as expulsões para a segunda parte, o que dá menos tempo aos jogadores para tentarem a quase impossível missão de ganhar um jogo contra 10 adversários aguerridos (como aconteceu contra o MAIOR de Portugal).
O jogo de ontem é um exemplo gritante! Ou melhor, O JOGO DE ONTEM É UM EXEMPLO GRITANTE!
O pulha do árbitro guardou o penalty e a expulsão mesmo para o fim do jogo, para o minuto 90. Quais as consequências disto? Ora, os jogadores lagartos estiveram sempre calmos e sabiam que ainda faltava assinalar o penalty, portanto não tiverem pressa em adiantar-se no marcador. Mais cedo ou mais tarde, haveria uma expulsão, o que também facilitaria a tarefa de conseguir entrar na área e sacar um penalty fajuto.
E com isso, deixaram-se engonhar até ao minuto 90. Nessa altura, só o irrequieto Jeffren (irrequieto porque passa a vida a pular de maca em maca e de aparelho de ressonância magnética em aparelho de ressonância magnética) conseguiu dar um abanão no jogo e levar a bola para a área dos suplentes do Moreirense.
E o árbitro lá foi obrigado a cumprir o código. Penalty e vermelho ao jogador que estava mais perto da simulação do Jeffren (é possível que não tenha havido simulação, o Jeffren pode ter caído por se ter lesionado – dou-lhe o benefício da dúvida).
Ora, ao fazer isto o árbitro criou uma pressão enorme no Matias Fernandez, que sabia que se falhasse o penalty já não iam conseguir entrar outra vez na área dos suplentes do Moreirense, e de fora da área é muito difícil marcar golos, porque tem de ser com bujardas.
E o Bojinov, que é muito amigo do Matias, pensou ajudá-lo e tirar-lhe a pressão de marcar aquele penalty decisivo, num jogo de tamanha importância para o Sporting que lute ferozmente em todas as frentes.
Agora é fácil criticar o búlgaro porque, como todos sabemos, o coitado falhou, mas assumir aquela responsabilidade foi um gesto bonito, sinal de profunda amizade entre companheiros de equipa e digno de 2/3 do lema lagarto: esforço e devoção. Só faltou a gaja, a glória – a este propósito, penso que a Gloria Gaynor pode ser a glória a que o lema se refere, porque não só é um ícone da música gay, como tem gay no nome, o que incusivamente (lá está) liga com o girassóis e as borboletas do túnel.
E com esta artimanha lá ficou o Sporting, mais uma vez a chuchar no dedo. E parece que os suplentes do Moreirense iam gritar “TOMA” para o Domingos no túnel, mas depois viram os girassóis e acalmaram-se.
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